Sr. Pedro

terça-feira, janeiro 04, 2011

Ok, imaginem o seguinte cenário, estão muito bem a estudar, sossegadinhas no vosso quarto, e de repente o vosso telemóvel toca. Olham e vêm que é anónimo, ainda assim e porque estão a desesperar com os pdf's, resolvem atender na esperança que seja algum inquérito ou algum funcionário do Barclays a querer fazer-me um cartão de crédito ou afins e que me distraia por 5 minutos do estudo. Atendem, silêncio do outro lado, desligam-vos na cara. Pensam, "que brincadeira mais infantil!". Passados 1 ou 2 minutos, recebem uma mensagem "ola", e passados uns 30 segundos recebem outra "quem es", agora o pior, vocês têm o número guardado no telemóvel, e aparece o nome "Sr Pedro", e vocês sabem que o Sr Pedro é só o homem mais nojento, gordo, feio, com a cara cheia de buracos das borbulhas que teve na adolescência, e que para piorar isso tudo, da primeira vez que vos conheceu na vossa casa, resolveu falar de alunas que se prostituíam em casa para pagar propinas, e que ele próprio já tinha ido a uma ou duas!! O Sr Pedro é o homem que a minha senhoria manda lá a casa fazer "biscates" quando lhe ligo a dizer que alguma coisa avariou, e eu odeio estar sozinha lá em casa com ele, e tento sempre que a minha colega também lá esteja, exagerado eu sei, mas tenho mesmo repulsa a homens assim! Como não podia mandar mensagens do telemóvel, não respondi, vai daí ele começa a telefonar, e eu sem atender, fiquei com vergonha de atender o telemóvel a dizer "ah sou a inquilina da Sra X, onde o Sr Pedro vai consertar coisas", não sabia bem o que dizer. Telefonou umas 5 vezes e depois em anónimo (como se eu fosse parva...)! Agora já posso mandar mensagens mas estou com vergonha de dizer quem sou, e ele já parou. 
Ele deve ter guardado o meu número da última vez que lá foi, e só deve ter posto o meu nome, e agora não se lembra quem eu sou. 
Ai só comigo...

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3 comentários

  1. Na casa onde morava antes tambem havia um homenzinho que ia la com o senhorio para consertar coisas. Chamava-se Cabo Sete. Tambem ficava a olhar para nós, meninas, com um olhar. Vá lá que não tinha o nosso número de telemóvel.

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